Antes de começar de fato com a programação, eu sempre achei tudo isso muito mágico. É como se fosse uma caixa-preta que você digita coisas e ele simplesmente faz coisas. Dá resultados.
Eu sei que tudo isso passa por uma engenharia ferrada antes de qualquer coisa e mágica, com certeza, não tem nada a ver com isso. Mas, ainda sim, depois de tanto tempo mexendo todos os dias com essas máquinas, eu acho um pouco fantasioso sim. Se coloca no corpo de um camponês, dos anos 1500, olhando para essa coisa. Vai dizer que ele não te queimaria na hora.
Mas o tempos mudaram, as tecnologias evoluíram e hoje nós temos entendimento sobre o que acontece com as máquinas. Quero dizer, será que as pessoas tem ou só se acomodaram em saber que aquilo é uma ferramenta de trabalho? Também é certo que eu não preciso quais foram os métodos que um engenheiro utilizou para fazer o prédio que eu estou morando. Eu uso, mas não penso muito nisso. Agora, com computadores é diferente. Eu sou programador, eu deveria saber como essas coisas funcionam.
Existe muito programador por aí que não sabe binário, linguagem de montagem… Eu não quero ser assim. Eu quero conversar diretamente com a máquina, entende-la sem precisar de um tradutor. Não vai me gerar nenhum retorno real, pelo menos não financeiro, mas esse é um hobby que eu quero ter. Aprender como falar com computadores no bare metal.

Hoje eu comecei isso. Comecei a aprender linguagem de montagem (assembly) do processador Intel 8080. Quero aprender para finalmente comprar um protótipo do Altair 8800 (ele foi lançado no mesmo ano de nascimento da minha mãe, 1974), um dos computadores que eu mais acho fascinante. Ele, nativamente, não tem tela, não tem teclado. São só switchers e lâmpadas. Isso é muito legal. Interpretar tudo o que ele tem para calcular sem nenhum I/O mais convencional! Só coisa de doido mesmo, né?

Enfim, peguei aqui uma apostilazinha e já comecei a ler. Espero que esse conhecimento me traga bons frutos.







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